Um ser numa constante renovação, á procura de um auto-aperfeiçoamento constante. Na incerteza do amanhã, impedido pela certeza do tempo gradual da acção.
Uma transformação exige existencialidade da coisa, senão nada se ganha ou se perde. O que é certo e reafirmativo é que ganho a possibilidade de superficializar momentos perdidos. Sou pensador-nato em vida, onde procuro executar funções mentais quase a um ritmo freneticamente constante. De que me serve contemplar um avião pela sua qualidade estética se me passam todas as suas características revestidas por um tecido metálico que me encobre de captar toda a sua complexidade mecânica e o permite voar? Passa, passa devagar, tão repentinamente quanto mais distante maior é o meu ângulo de visão periférico do que me rodeia. Coisa grandiosa, para mim uma insignificância, és mais um aparelho/objecto voador que deambula, na diferença de que tens destino de partida e chegada aguardadas, sabes o rumo a seguir. Nada é em vão. Em vão és tu passageiro sem trânsito aéreo, sem condicionamentos de sinalização, somente condicionado pelo estado de tempo. Respeitemo-lo. Podem dizer (quem em ti viaja) que está mais próxima da morte eu eu em vida terrea. Entre terra e céu dista-se uma altitude x, podes-te repercutir entre nuvens e trazeres a mensagem para terra de que mais ninguém avista um céu tão proximamente como tu, e quanto maior é o voo diz-se por aí maior é o sonho, mas o amor e ódio estão tão próximos, quanto da queda para o solo ou plenitude do sonho para o abismo.
Nada é em vão. Viajas ocultando eminentemente o perigo. A vista aérea tão acessível de contemplar, quanto entender o mensageiro grego de Atenas que escreve como eu. De elementos mais simples, desenvolveram-se elementos da natureza bem mais complexa. Concretamente o que sou... jamais saberei, bem como qualquer um de nós, e a confiança, a segurança e a alegria servem-se isoladamente adjectivados, para se manifestarem em nós como capa secundária num rosto desvanecido que primariamente tenderá a omitir tais questões a fim de não entrar num espécie de depressão espontânea com período finitamente reduzido. Por vezes, padecemos do sacrifício ou morremos vitalmente no sofrimento. A divergência para tais factos é tão notória, quanto convergirem jamais será compatível. Torna-se imperceptivel um desenvolvimento de frases no orifício da percepção, tal como José Sócrates está para o estado, ou seja é impossível atribuir-lhe um lugar onde já não cabe, mas vive á espreita da mente. O ponto chave de um carro é o motor mas este só se desenvolve porque outros cosntituintes estratégicos o apoiam, sim a verdade é que este tem o lugar marcado, mas nada é em vão...
Ricardo Pinto
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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