quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dilema de um poema



"Insuportável é a tua ausência, pois a tua inexistência fisíca diante de mim é como se os segundos fossem horas, as horas fossem dias e os dias fossem anos...

Julgo que estou em conformidade com os peritos na matéria, quando dizem que "a razão fala, porém o amor vence" , por outras palavras a cognição é sempre superada pelo afecto, pois o sentimento mediocriza a elucidação racional.
O amor é uma erupção vulcânica na fase explosiva, não esqueçamos que quanto maior é a chama, maior é o desejo, mas como todos sabemos num vulcão libertam-se cinzas! Cinzas? Se falo no auge da paixão? Careço dela com toda a certeza, porém amar pode resumir-se a um excelente estado de saúde social e mental e até físico, enquanto não choca, pois tudo tem um fim ou... todo o ser humano que corre cansa e mesmo que haja gosto tudo é finito... tudo evapora até condensar. Restam cinzas de uma erupção que outrora (afastava todos; excepto quem estava perante o facto que teve etapa encerrada) nos convergiu, gradualmente nos repeliu, todavia pior seria se nos repelisse num àpice, ou não? Se eu afirmasse categoricamente que o amor é tão belo quanto inexplicável ao ponto de tudo ter terminado como se nunca tivesse iniciado um capítulo e somente o título estivesse em aberto a criar expectativa para o inicio de um duradouro e estável romance?... "

Ricardo Pinto

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